domingo, 27 de novembro de 2011

O Homem Concha

                                                  
 Em consonância com o que nos propomos ,na divulgação de novos autores , publicamos na íntegra a Resenha de um livro impactante que tem tudo para ser prestigiado e nos proporcionar uma ótima leitura. PARABÉNS  ao J.C. Hesse pela excelente Resenha.

 Blog Janela do Universo (http://negativeuniverse.blogspot.com/)
Autor : J.C.Hesse
Resenha do Livro : O Homem Concha


O texto da obra é simples e de fácil compreensão.
Uma obra bem tupiniquim, com grande apelo pela natureza. Exaltação das cores brasileiras, uma das marcas facilmente perceptíveis. O espetáculo, um convite do autor, fica por conta do passeio mental, nas paisagens descritas. É possível sentir o que o personagem está vivenciando. O livro é mais que apenas um conto, é também, um passeio pela alma humana, vivido por um personagem não humano, será? Claro que é um personagem diferente do contexto humano. Mas o autor, intencionalmente, ou não, esconde dentro da concha, o nosso eu. A obra expõe, aos poucos, o drama do diferente. Não porque o personagem seja fisicamente diferente, mas pelo que somos diante do diferente, principalmente quando este diferente não está dentro de padrões/convenções aceitáveis.
A perfeição é o pior dos defeitos! Essa é, provavelmente, a  principal constatação e a mensagem desta obra. E em sua imperfeição física, o personagem mostra-se muito mais humano que os humanos. A obra retrata a dor da perda e o risco que se corre pelos que amamos. A aceitação inconteste pela condição existencial, sem prejuízos para a própria vida. O drama da aceitação do diferente. O conflito da alma e o respeito pelo simplório, que muitas vezes fica esquecido em dramas cotidianos. Neste caso, é como se o personagem fosse o que somos, no nosso inconsciente, querendo libertar-se.
O autor junta personagens de uma forma interessante, todos atraídos pelas mesmas necessidades, que são comuns e atemporais. Amor, carinho, respeito e companhia. Não há como não se prender à obra, querendo ver o seu final. Em algum momento da leitura eu já pensava em como o autor poderia terminar o conto, sem ser demasiado triste. Fiquei surpreso, ele deixou inúmeras possibilidades para o futuro do personagem. Na obra, nada ficou sem explicação, apenas a curiosidade por saber como é que tudo vai ficar mais à frente.
Na minha opinião a obra tem muito mais a ser explorado, tudo indica que vai. Acredito que o perfil do personagem foi propositalmente criado de forma a permitir passeios pelo labirinto da alma humana.
Vou falar da capa. De início, achei-a simples! Afirmo que no começo tive lá minhas dúvidas. Mas para que complicar, não é mesmo? Quando fechei o livro, após terminar de lê-lo, entendi a profundidade da mesma. É uma concha sim, mas vista de cima, tendo a oportunidade, faça o teste. Foi minha última descoberta e gostei de perceber a inteligência no detalhe da capa, simples e inteligente. Como eu disse, para que complicar?
É uma obra que pode ser lida por qualquer um e em qualquer época, fácil de entender e emocionante. Na simplicidade de meu conhecimento literário, eu recomendo.


Sobre o autor: Nascido em Blumenau no ano de 1974, o escritor passou cada etapa de sua vida na cidade. Formado em Letras e mestre em Ciência da Informação, iniciou a sua aventura pela escrita em 1988. Além do livro “O homem-concha: a casa do penhasco”, Johnny Virgil é autor do livro “Breves“, editado em 1998, e consiste em uma seleção de poemas.
                      J.C.Hesse foi o resenhista, e é o responsável por este blog e atua como Aux. Adiministratvo do blog Clube dos Novos Autores.

Escrito por Maria Claudete F.H.Batista
nota: esta postagem foi utorizada pela Adriana , uma das responsáveis pelo Clube dos Novos  Autores.